Reflexão da Sexta Dor: Maria recebe o Corpo de seu Filho morto no braços.

Por Kenia Carolina da Costa Tavares

27/03/2021 às 21h10

“José de Arimateia, que era discípulo de Jesus- mas as escondidas, por medo dos judeus- pediu a Pilatos para tirar o corpo de Jesus. Pilatos consentiu. Então José veio tirar o corpo de Jesus. Chegou também Nicodemos, o mesmo que antes tinha ido encontrar-se de noite com Jesus. Levou uns trinta quilos de perfume feito de mirra e aloés. Então tomaram o corpo de Jesus e o envolveram com aromas em faixas de linho, como os judeus costumavam sepultar.”

E assim, Maria tem em seus braços o corpo de seu divino e amado filho Jesus que assim terminara sua missão na terra. Podemos imaginar o abismo desta dor em seu coração de mãe. Dor indescritível, tamanha a crueldade com que agiram aqueles que crucificaram o seu Jesus. Refletindo a sexta dor de Maria, recordamos tantas mães que tem de reconhecer o corpo morto dos seus filhos vitimas das tantas violências, e todos os que se deparam com a triste realidade da perda de alguém que amam.

Que doloroso para uma mãe, seja qual for, ver um filho morrer! A Virgem, Mãe das dores, é a mãe que consola todas as mães: aflitas, agonizantes que vivem a saudade dos filhos, que choram a perda de seus filhos. Maria é mãe companheira, consoladora. É a mãe que soube enfrentar todas as dores que uma mãe enfrenta. Maria é a mãe que olha para cada uma que teve que sepultar seu amado filho e diz: Você não está sozinha! Ela é a mãe que ajuda cada mãe a carregar seu filho nos braços, o filho que se perdeu no mundo das drogas, o filho que vive o drama do alcoolismo, o filho que teve sua vida ceifada pelas múltiplas violências.

Ela não se faz indiferente a nós porque um dia ouviu da boca de Simeão que, por amor de seu Filho, muito sofreria. Porque Ela, com Jesus e José, foi imigrante. Porque Ela ficou sem saber o paradeiro do Filho amado após Ele “sumir” durante uma peregrinação. Porque Ela é Mãe de um homem preso e torturado, humilhado publicamente pelas ruas de Jerusalém e condenado à morte de cruz. Porque Ela, ao contrário de muitos seguidores de Jesus, esteve ao lado do Filho no seu momento derradeiro. Porque Ela sabe o que é a dor de sepultar um Filho assassinado. Porque Ela assumiu a maternidade universal aos pés do Santo Lenho, tornando-se nossa Mãe amada e nosso refúgio na vida e na hora da morte...

Hoje, convido cada mãe a olhar para a Virgem, Mãe das Dores. E que possam a cada dia olhar a Virgem Mãe e não perder a esperança, nem a direção do céu.

Fazei, ó Mãe, fonte de amor, que sintamos em nós tua dor, para contigo chorar e encontrar em ti, forças para servir, amar e perdoar as muitas injúrias, calúnias e violências sofridas. Seja o nosso coração como o teu, pronto em tudo para realizar a santa vontade de Deus, segundo os desígnios de seu coração compassivo e bom. Amém!

 

 

 


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