Histórico

[1]A história religiosa de Passagem de Mariana nasceu em decorrência do povoamento por causa do ciclo do ouro. Devido à concentração de inúmeras famílias na localidade, tornou-se necessária a assistência espiritual ao povo. Em primeiro lugar, portanto, foi erguida uma capela dedicada a Santo Antônio em propriedade do Cel. Maximiano de Oliveira Leite, assistida por um sacerdote. Tempos depois, porém, a capela veio a se tornar propriedade particular.

Pouco tempo depois foi erigida a ermida em honra a Nossa Senhora da Glória, que passou a ser assistida por um sacerdote. Os primeiros registros de batismos ocorridos em ambas as capelas datam de 1726. É evidente, portanto, que teriam sido construídas antes dessa data. As duas eram filiais da Matriz de Nossa Senhora da Conceição da Vila do Carmo e, nos séculos XVIII e XIX, serviram intensamente à liturgia do povo de Deus.

A capela de Nossa Senhora da Glória era de pau-a-pique e acabou ruindo em 1755, ficando impedida de servir ao culto. Sua reconstrução foi com pedra e cal. Houve uma interrupção e as obras foram retomadas em 25/04/1772. Possivelmente a conclusão dos trabalhos ocorreu antes de 1816. Houve reformas nos anos de 1861 e 1887. Além do prédio da Matriz, no ângulo direito do adro, um campanário completa o conjunto.

Algumas reformas alteraram a composição original. Posteriormente, no ano de 1954, o prédio foi tombado pelo SPHAN e, depois, recebeu algumas reformas substanciais no telhado. Além disso, houve o melhoramento da parte externa.

A devoção a Nossa Senhora da Glória

Quanto à devoção a Nossa Senhora da Glória, é provável que tenha começado no início do século XVIII, antes de 1726, trazida por algum devoto do Rio de Janeiro. O povo de Passagem tem um apego filial à Virgem Maria sob este título. A devoção a Nossa Senhora era comum nas freguesias mais antigas da região e Passagem de Mariana não fugiu à regra.

A partir dessa devoção, com a finalidade de manter o culto à Virgem Maria, foi fundada a Irmandade de Nossa Senhora da Glória, que passou por dois recessos (1889-1911/1925-1991), vindo a ser restaurada em 29/06/1991. Além desta houve outras irmandades (Sant’Ana, São Sebastião e São Vicente Ferrer) e associações religiosas (Pia União das Filhas de Maria, Congregação Mariana, Cruzada Eucarística, Liga dos Tarcísios, Legião de Maria e Apostolado da Oração).

Além das que foram citadas, havia outros tipos de devoção, das quais algumas permanecem. Atualmente nenhuma das irmandades subsiste. Já, dentre as associações, permanecem apenas a Legião de Maria e o Apostolado da Oração. No entanto, dentre todas as devoções, a mais destacada, lógico, é a festa solene da padroeira, no mês de agosto. Nossa Senhora da Glória é celebrada no dia 15, o qual é antecedido pela novena em honra à Virgem gloriosa. Hoje a festa ocorre, de acordo com o calendário litúrgico, no terceiro domingo de agosto.

Instalação da paróquia

Passagem veio a se tornar sede paroquial no ano de 1941, quando, no dia 29 de junho, o então arcebispo Dom Helvécio Gomes de Oliveira instalou solenemente a Paróquia de Nossa Senhora da Glória. Estavam presentes o Cônego Marcial Muzzi, o Padre Daniel Tavares Baeta Neves, que veio a se tornar o primeiro pároco, e o Padre Manoel Carlos Pereira, juntamente com o numeroso povo.

Leu-se então o decreto de criação da Paróquia, datado de 24 de junho de 1941, e em seguida o Senhor Arcebispo deu por instalada a Paróquia, dando também posse ao primeiro pároco, acima citado, cuja provisão foi lida em seguida. Ocorreu, então, o cerimonial de posse do primeiro Vigário, seguido da Missa cantada.

[1] Cf. RODRIGUES, Flávio Carneiro e MOREIRA, Maria Ângela Assunção. Notas históricas de Passagem de Mariana – Passagem de Mariana até o século XXI. Editora Dom Viçoso, Mariana-MG, 2013. 





PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA GLÓRIA
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